A cidadania no meu ver é o saber viver em comunidade. Saber interagir com outros cidadãos. A cidadania fala-nos nos direitos de igualdade e nos nossos deveres perante a sociedade. Todos temos direitos. Esses podem-se alterar dependendo da nacionalidade, se nos encontramos no nosso país de origem… etc. No contexto de cidadania tenho vários episódios na minha vida em que este se insere.
Como cidadã atingi a idade adulta ao fazer 18 anos.
Nesta altura já trabalhava. Comecei a trabalhar com 17 anos. Comecei a trabalhar tão cedo pois tinha anciã de ganhar dinheiro e de obter a minha independência.
Neste primeiro emprego, tive conhecimento de leis que até a data me eram desconhecidas. Leis laborais, direitos e deveres do trabalhador e da entidade empregadora, o cumprimento de regras gerais na sociedade, reflectidas na minha actividade. Como por exemplo o respeito pelos outros, o respeitar de horários de forma a não prejudicar nenhum dos meus colegas de trabalho entre outras.
Comecei então a ter noção do meu papel activo e importante na sociedade.
Também nesta data decidi recensear-me. Como cidadãos todos temos o dever de recensearmo-nos para poder-mos ter um papel activo na sociedade. Vive-mos numa democracia e se queremos que o nosso país caminhe para uma situação sempre melhor temos de nos manifestar, e o direito ao voto é uma forma de o fazermos.
Seguidamente, estive a trabalhar como lojista. Uma das coisas que sempre aprendi é que não se deve rotular as pessoas e sempre tratei os meus clientes de forma igual. Na nossa loja entrava todo o tipo de gente, ricos, menos afortunados, bem vestidos, mal vestidos, portugueses, brasileiros, ciganos e negros… e todos eram recebidos da mesma forma desde que nos tratassem com o devido respeito. Assisti a várias reclamações de clientes que diziam sentir-se excluídos ou mal recebidos pelas minhas colegas de trabalho por serem “diferentes” talvez. Sempre tive noção que por exemplo em locais públicos, pessoas com problemas de saúde motora, grávidas e idosos tem prioridade nas filas de espera pois para elas torna-se mais difícil ter de esperar.
Sei que como consumidora (1) se adquiro bens em que me é dado a vantagem de pagar por várias vezes, tenho de ser responsável e pagar as minhas contas a tempo e horas.
Há pouco tempo, decidi dedicar-me aos estudos. Tive conhecimento de uma nova oportunidade que o Estado Português está a promover e optei por agarra-la.
Neste momento encontro-me num EFA. Pude optar por este caminho pois trata-se de um curso que me dá equivalência ao 12º ano, formação profissional e um salário mensal que me permite pagar as minhas dívidas. Se esta formação não tivesse este último pormenor provavelmente não poderia segui-la.
Tenho o dever de pagar todos os meses o meu carro e sei que se não o fizer vou ter repercussões na minha vida por isso e chegarei mesmo a ser punida.
Neste curso deparo-me novamente com factores de cidadania. Sei que no meu curso existem pessoas com mais dificuldades e como turma que somos devemos ser unidos e interagirmos de forma a ajudarmo-nos.
Se um colega meu tem mais dúvidas em relação a alguma disciplina eu como cidadã e colega de “trabalho” tenho o dever de ajuda-lo no que possa.
Resumidamente a cidadania na minha vida encontra-se em todas as situações que em possa agir como uma boa cidadã cumprindo os meus deveres e obrigações e ajudando os outros.
Ao nível da profissionalidade factores como chegar a horas ao meu local de trabalho e saber cumprir horários. Conseguir elaborar as actividades que me são pedidas, como apresentação do trabalhos, esforçar-me para dar o meu melhor.
Neste momento sou estudante. O meu objectivo é estudar e conseguir tirar o curso a que eu própria me propus. Sei que para isso terei de me aplicar e dar o melhor de mim. No curso devemos tentar trabalhar em equipa. Somos uma turma logo um grupo que pode e deve-se entre ajudar.
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