Nos textos que nos foram fornecidos na aula o tema que pretendemos discutir é o da Eutanásia e o suicídio assistido.
Segundo pesquisa que fiz, a Wikipédia esta define a eutanásia da seguinte forma: “Eutanásia (do grego ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte") é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista”.
Já a o suicídio assistido como o próprio nome refere é a pratica de suicido de um indevido que tem a assistência de alguém ajudando directamente ou não no seu acto.
Em Portugal a eutanásia é referida na Constituição da República Portuguesa e em Códigos que regem a actividade médica e do cidadão referindo desde o inicio a dignidade humana, juntamente ligado a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Existem artigos que aclamam o direito à vida, a obrigação de a defender e ajudar, sustentando que a vida humana é intangível. Dai o nosso país não permitir ou aplicar a pena de morte.
No código deontológico português conclui também e por variadíssimas vezes é referida necessidade de se respeitar a vida humana, desde o início. Em todas as situações como homicídio, homicídio qualificado, homicídio privilegiado, homicídio a pedido da vítima, impulso ou ajuda ao suicídio, homicídio por negligência, esta incluída a eutanásia.
Depois existe o reverso da moeda, os que defendem a eutanásia e o principal argumento destes é o direito que o indivíduo tem, em circunstâncias, como um forte sofrimento físico ou mentais resultantes de uma doença incurável este poder decidir pôr termo à sua vida.
Em certos casos a ser os próprios familiares que a pedem. Aqui pode-se ficar com a ideia que em determinadas circunstâncias dramáticas, o acto ajudar alguém a terminar com a sua vida poderá ser um acto de caridade e de amor.
É claro que aos olhos de alguns, nesta situação a eutanásia pode ser vista como uma declaração egocêntrica.
A meu ver acho que nesta situação não podemos avaliar estes casos como um direito mas sim como uma situação que será inevitável.
Todo o ser o humano têm direito de viver e morrer com dignidade e se o quiser antecipar para evitar maior sofrimento acho lógico que deva ser uma decisão tomada só pelo próprio. Também acho que talvez a solução a eutanásia esteja nos cuidados paliativos, como foi referido na aula.
É de uma reflexão humanista da medicina que se procuram solucionar os problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e evolutiva, prevenindo o sofrimento que esta proporciona, gerando assim a maior qualidade de vida possível aos doentes e às famílias.
É claro que se clinicamente for verificado que aquele ser humano não tem mais qualquer possibilidade de viver que se trata de um apenas de um “vegetal” acho que algo deve ser feito nomeadamente o “desligar” da máquina que mantém aquele corpo a funcionar, pois já não se trata de uma pessoa. Uma pessoa é composta por corpo e alma (funcionamento do cérebro), se esta já não existe não justifica prolongar o sofrimento da pessoa nem dos que a rodeiam.
Por outro lado temos a questão do suicídio assistido que também esta inserido na eutanásia. Este pode ser visto de muitos pontos de vista e cada situação é uma situação diferente.
No caso de Daniel James que foi referido na aula, este ser humano apesar de estar tetraplégico só podendo mover a cabeça, estava em “prefeito” estado de sanidade mental e se o seu desejo era morrer e por fim a sua vida acho que o mesmo deveria ser respeitado. Ele encontrava-se em tal estado que nem por fim a própria vida conseguia.
Acho que em primeiro lugar deve ser o próprio ser humano a decidir a sua vida, e se não quer sofrer mais nem fazer os que o amam sofrer isso deve ser respeitado.
No caso de a pessoa não ter consciência de que quer a sua morte, já falamos de outra forma pois ninguém poderá tomar essa decisão pelo próprio.
Assim sendo acho que este será um tema que a meu ver nunca vai ficar totalmente esclarecido. Poderá vir a definir-se uma lei concreta e irrevogável, para o país e o mundo mas acho que será muito difícil constituir-se uma lei universal pois as opiniões diferem e as questões religiosas confrontam-se com as leis e com a perspectiva da medicina. etc.…
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