Multiculturalidade e relações inter-pessoais.


Nos dias de hoje vivemos com a ideia de mundo globalizado e da era da informação. Dentro desta realidade tem-se que o mundo é multicultural.

O multiculturalismo será o reconhecimento das diferenças, da individualidade de cada um.

Daqui pode surgir alguma confusão pois se a ideia é lutar pela igualdade de direitos, falar em diferenças é um pouco contraditório.

A igualdade de que se fala é igualdade perante a lei, é igualdade relativa aos direitos e deveres.

As diferenças às quais o multiculturalismo se refere são diferenças de valores, de costumes etc., posto que se trata de indivíduos de raças diferentes entre si. Logo, as relações interpessoais são um conjunto de procedimentos que, facilitando a comunicação e a linguagem, estabelece ligações sólidas nas relações humanas.

Esta tende, sobre bases emocionais e psicopedagógicas, e tenta criar um clima favorável onde é aplicada.

Entende-se por relações interpessoais o conjunto de procedimentos que, facilitando a
comunicação e a linguagem, estabelece laços sólidos nas relações humanas. É uma linha de acção que visa, sobre bases emocionais e psicopedagógicas, criar um clima favorável à empresa (escola) e garantir, por uma visão sistêmica e integração de todo pessoal, uma colaboração confiante e pertinente. Cada pessoa é, e sempre será, um verdadeiro universo de individualidade; suas acções, seus motivos, seus sentimentos constituem paradigma único. Se não bastasse essa extrema singularidade ser modelada por uma fantástica constelação de neurônios que jamais se duplica de forma inteiramente igual em pessoas diferentes, cada um é portador de um código biológico, uma história particular de vida e um volume imenso de circunstâncias que evoluíram e evoluem de forma dinâmica, tornando-o absolutamente incomparável. Mesmo que um determinado vocábulo possa, por exemplo, possuir o mesmo sentido para duas pessoas diferentes, a intensidade com que cada um o acolhe jamais será absolutamente igual. Ninguém pode jamais sentir a saudade que sentimos, experimentar a felicidade que vivemos, sofrer a angústia da perda que sofremos e porque assim somos, constituímos figura limpar, ser singular no imenso espaço que emoldura nossa passagem
pelo tempo. Esta originalidade de cada um dificulta a comunicação interpessoal e com ela todo esquema de relações humanas que envolve o segredo do “conviver”. Essa manifesta singularidade humana está presente em qualquer família, em um escritório, na risonha mesa de um bar, na escolha de companheiros, nos partidos políticos e, naturalmente, na sala dos professores e em toda sala de aula. O estudo das relações interpessoais busca examinar os factores condicionantes das relações humanas e face aos mesmos sugerir procedimentos que amenizam a angústia da singularidade de cada um e dinamiza a solidariedade entre todos que buscam conviver com harmonia.

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